Sábado, 22 de Outubro de 2022

Eis o homem

.Eis o homem

 

Prostrado e derrotado 

No silêncio onde se dilui o clamor 

Escavo por entre o caos amarrotado

Semeado por folhas sem fim

 

Anseio beber o ar límpido das manhãs 

Embriagar-me com o suor do mar

Escavar, semear e, por fim, definhar

 

Eis-me

Sangue atormentado

Ao vento semeado

 

Eis a mentira podre

Que usava para te confortar

Fruto conspícuo

Que me está a envenenar

 

Eis-nos

Confinados numa prisão de carne

Almas cândidas (que)

Pó se irão tornar

 

Vê, eis o fim

Como é bela a escuridão em ebulição.


publicado por Buraco Negro às 11:43
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