Quinta-feira, 7 de Julho de 2016

S

.Sal que me percorre as veias

Rumo ao sul

S

Coração que bate pesaroso

Salgado

Mar temperado

Com mágoas

Crispado e revolto até ao fim

S

Pobre e frágil a barca

Que me serve de caixão

Suspenso

Atordoado

Num éter-salvação

S

Sal que transformas numa chaga

Este meu corpo degradado

S

Embala-me

Com a serenidade que precede uma tempestade

Devolve-me

Perene a florir liberdade.


publicado por Buraco Negro às 17:59
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1 comentário:
De Pedro Rodrigues a 22 de Março de 2017 às 12:04
Oh querido autor,

Sabes que podes sempre contar comigo mesmo estando longe.

Liga-me quando quiseres.

Um grande abraço,


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o Buraco


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