Quarta-feira, 23 de Março de 2016

N

.Outrora

N

Escorrem os dias

Desde que perdi o Norte

Corre um rio dentro de mim

Revolto e crispado

Onde perduram diluídos numa massa infinda

Os restos de mim

N

Recordo-me

Ergo pensamentos

Que se esvanecem dentro de mim

Luto, ergo-me e agito-me

Rio desgovernado que jaz na foz

N

Sento-me

Penso e recordo

A pureza translúcida dos olhos da minha Mãe.


publicado por Buraco Negro às 20:44
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o Buraco


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