Quarta-feira, 17 de Abril de 2019

Mater

.Eis-me a desaguar

A verter o teu último olhar

Contigo algures a cintilar

 

Cinzas

A pulsar no céu

Inocente fogo que nasce para cessar

 

Procuro-te, perdendo-me nas ruas desta cidade

Quero o teu útimo olhar

A mentira ou a verdade 

Algo que me faça serenar

Não quero ver o alvorecer da fealdade

 

Como arde

A borboleta que me consome 

Como é doce

O sabor do mel a definhar

 

A tua mão outrora foi minha 

Estou só nesta viagem

Calor que ora aquece ora definha

 

Ritmado, dolente e  resignado

Apenas a dor quero fruir 

Engolir um cardo espinhoso a florir.


publicado por Buraco Negro às 01:25
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o Buraco


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