Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

E

.Quando o sol se põe

Fecho os olhos para te encontrar

Escorrer até desaguar talvez no teu olhar 

 

O sal que perdura

O sal que abre as feridas 

Que as carcome e enche de luz e memórias

 

Rosa-dos-ventos sanguinária e afiada 

Que abre caminho através pela carne rumo aos ossos 

Às pedras que nos compõe

 

Sobre ti repousa um véu de cinza sepulcral

Brota do chão uma frondosa rosa bordada pela solidão.


publicado por Buraco Negro às 00:04
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