Quarta-feira, 20 de Julho de 2022

Carne

. Esta noite, só esta noite 

Vou regressar aos restos de ti

Fecho os olhos e consigo

Cheirar o verde esmeralda

 

Arrumar o caos que há em mim

Soprar o pó que me preenche as entranhas

 

Escuto a alva música que esqueci

Como tenho estado absorto

Estático, amnésico e morto

 

Memórias que esqueci

De cegueira anos padeci

Frio e sozinho

Perdido sem achar caminho

 

Longe de mim

Mal consigo respirar

Nesta prisão 

Nestas paredes sem significado

 

Piso a terra húmida 

Respiro a inocência da alvorada

Fenece por fim a carne conspurcada. 


publicado por Buraco Negro às 01:37
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