Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

Mestre

.Os meus ossos

São um bosque de carvalhos enlutados

 

A chuva que cai

São águas revoltas 

Que chovem do meu coração

 

Perdi a conta às noites em que me perco

Ansioso por te reencontrar algures nas pregas do tempo

Vagueio pela cidade que jurámos conquistar

Arrepio-me com a aragem que faz as folhas caídas voar

 

Estranho,

Assombração

Injecta-me uma faca rumo ao coração

Preciso de o sentir a rebentar

Com a força com que a tua mão outrora agarrou a minha

Sentir, talvez, a vida a brotar

Por entre espasmos

Tão belos quanto condenados

 

Sento-me a escutar o silêncio cantado pelos sonhadores

Nunca partas, jamais deixes de me atormentar.


publicado por Buraco Negro às 01:49
link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

Suspiro

.Engulo o suspiro

Esta estranha sensação

Este arranhão na razão

Recordo-te jardim distante
Talvez perdido numa outrora-aurora
Perdida
-por sua vez -
para jamais ser recordada

A luz de uma vela a partir 
A espuma da manhã em que te conheci
Em que deste a mão à minha solidão.

publicado por Buraco Negro às 21:18
link do post | comentar
Domingo, 9 de Junho de 2013

Último

.Tão bela como ao primeiro olhar

Difractada pela água neste último

 

Parto, ancorando a ti a minha vida

Talvez nunca ouse partir

Tal como a luz que dorme nas noites de ti.


publicado por Buraco Negro às 19:04
link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 3 de Junho de 2013

S/N

.Sem nome

Talvez escondido na distância colossal entre o seis e o sete

No limiar fugaz em que o dia e a noite se tocam

Na distância infinita de uns lábios que se amam e não se podem tocar

 

Quando chovi

Choveste comigo

Um qualquer jardim ficou florido

 

Quando misturo sonhos e metáforas

Para contar tudo o que sei de ti

Treme-me a mão e nunca o consigo escrever

Embarga-se-me a a voz e não consigo cantar

 

Quando anoiteci

Anoiteceste comigo

O teu céu, adormeceu comigo.


publicado por Buraco Negro às 22:05
link do post | comentar
Terça-feira, 28 de Maio de 2013

O porquê das lágrimas iluminarem o teu rosto

.Empresta-me a vida que palpita nas tuas mãos

Neste adormecer

 

Sorri-me com o teu último olhar

Nesta viagem até às estrelas

 

Ensina-me o sorriso

Que te contorna os lábios

 

O porquê das lágrimas iluminarem o teu rosto.


publicado por Buraco Negro às 00:02
link do post | comentar

o Buraco


. 17 seguidores

Abril 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

15
16
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

posts recentes

Mater

E

W

S

N

Mestre

Suspiro

Último

S/N

O porquê das lágrimas ilu...

tags

todas as tags