Domingo, 17 de Março de 2013

Areia no meu olhar

.Despe a tua pele de veludo

Mostra-me os rios que correm dentro de ti

As pedras que são
Afinal 
os teus ossos

Dá-me a tua mão
sorri
Fecha a porta tenho algo para te contar
O naufrágio no azul do crepúsculo 
O bramir da morte quando surge
por fim
A aurora

Dá-me o teu olhar
luz a florir
Fecha-te comigo neste quarto infindo

Ainda és capaz de sorrir?
Molhar a areia no meu olhar.

publicado por Buraco Negro às 22:26
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Terça-feira, 8 de Maio de 2012

Brisa

Brisa suave que se sossega na minha pele

Sonho cristalino a amolecer

As palavras que para sempre perderei 

 

Não há manhã

Sorriso triste esquecido nos lábios de uma criança

 

Escavo a casca do tempo

Na ilusão de encontrar

Quem sabe a florir pelo lado de dentro

A sede que me está a consumir.

 


publicado por Buraco Negro às 00:06
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

# 2

.Quando o vento sossegar

... Deixar de levar as páginas onde tento escrever

Haverei de cinzelar na pedra este negro traço 

Receberei a noite com um sentido abraço

 

Não sei por onde remar

Por onde começar a desfiar este tormento

Mar de memórias tormentosas que me salga carne

Corrói os ossos que sustentam a minha lucidez

 

Sei [que por fim] te irei encontrar

Nas pedras que nascem da terra

Ossários de destino comum

 

Sei [que no fim] quando te tocar

O Vento vai inflamar as velas

Que fazem navegar meu coração encalhado

Mortificar [até que enfim] este pescoço de dependurado.


publicado por Buraco Negro às 23:10
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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

Tranquilidade

.Quando fechar a porta
Vou surripiar a luz
os cacos se extinguem pelas frestas
Encontro marcado com a escuridão


Eis-me ao balcão
duas partes de fel numa de tranquilidade
Servido por um diabo fiel


Cintilo pela noite
Durante um segundo estroboscópico
Embriagado pelo rumor hipnótico
De uma música que irei esquecer


Doer-me [em tranquilidade]
Plantar nuns versos a verdade
Roer a corda que me segura à realidade.

publicado por Buraco Negro às 23:36
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011

Alma Cadente

.Lambo a angústia
no orvalho oferecido pela noite
à frescura retalhada que é a minha pele

.Sopro o pó
às memórias percorridas pelo tempo
Ouço o sal das tuas palavras na maresia
[que] não me sai do olhar

Nas estrelas está escrito tudo aquilo que não te pude dizer
No espaço entre elas o meu quinhão de escuridão
Frondosa é flor do arrependimento

! Escuta
Crânio imenso que me apetece beijar
O medo a sibilar
A vontade a tiritar

Haja Mãe
Haja Ventre
Que aconchegue esta alma cadente.

publicado por Buraco Negro às 23:36
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o Buraco


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