Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

À ESPERANÇA E FÉ NA VIDA

Antes de mais, este conjunto de palavras  (tenho a decência de não lhes chamar poema), não passa de uma dramatização. Provavelmente não, mas isso é outra questão. Que se lixe, quem lê este blog sabe bem o carácter dúbio e esquizofrénico que tem. Julguem como  quiserem. Aqui fica um manifesto minimalista  à esperança e fé na vida:


Escrevo a sangue
Escrevo a meu sangue
Escrevo a meu sangue envenenado.
Reservo uma parte de meu sangue para escrever
Reservo a vida para morrer

Nas minhas veias corre
O que resta  de vida
Nas minhas veias morre
Esta vida perdida

Espero encontrar a esperança
Espero essa bonança
Tal como espero encontrar a morte
Antes da esperança com sorte

Caminho na penumbra
Que é a minha vida soturna

Vivo no inferno terrestre
(Há outro ?)
Estou absorto e morto

Cada dia morre comigo
Um silencioso gemido
De estranho prazer
Menos um dia a viver

publicado por Buraco Negro às 00:58
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o Buraco


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