Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Cidade

.Procuro uma cidade
Que nunca encontrarei por aqui
Percorro sonhos repletos de ruas sobranceiras


Vivo numa ânsia de acabar
Aquilo que está por fazer
A vida que há para morrer


Procuro na palavra morte
Repetida com o ritmo furiosamente firme de um mantra
Descobrir a esperança
Desolada, esfarrapada
Em ponto de sangue
Ainda assim, esperança


A cidade devora-me
Eu sorrio, sedado por alguns doces coágulos
Feitos de de uma perseverança insular


O céu oco
Escorre sobre mim
Numa compaixão cósmica
Que durante séculos tornados segundos deixou a
escuridão atónita.


publicado por Buraco Negro às 22:59
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2 comentários:
De Fátima Soares a 27 de Novembro de 2012 às 00:14
Desculpe! A sério não me quero tornar invasiva, mas tomei a liberdade de ler mais alguns e se me der licença para isso lerei todos com cuidado e atenção. Este é-me muito próximo. Muito mesmo.

Todo esta parte me descreve

"Procuro na palavra morte
Repetida com o ritmo furiosamente firme de um mantra
Descobrir a esperança
Desolada, esfarrapada
Em ponto de sangue
Ainda assim, esperança"

Sinto-me de momento exurida de vida, força. Sinto-me um redondo nada.

Desejo-lhe se me permite uma boa noite. OBRIGADO


De Buraco Negro a 27 de Novembro de 2012 às 00:44
Muito agradecido pelas suas palavras. As palavras são de quem as quiser vestir. Uma boa noite.


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