Terça-feira, 27 de Março de 2012

# 3

.Tudo para te dizer
Oceanos infindos para galgar
Para talvez [por fim] te encontrar
Corpo inanimado,
Sopro sobre ti o pó das estrelas
criatura de luz

Frio invernal
que teima em apagar as brasas que te aquecem o coração
Cegueira branca
que é Dezembro temperado com predestinação

Algo palpita,
Algo faz estremecer
o meu corpo de assombração
Flores doces vêm-me à memória

Chispas fugazes serpenteiam pela tua pele
num rio de vida que que acabará [como tudo] por cessar

Amarga é a candura com que [sempre] te irei recordar.

publicado por Buraco Negro às 23:51
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