Sábado, 15 de Janeiro de 2011

Clausura

.Ofereço o meu corpo

Vazio, frio e sem escopo

Fruto só e enregelado

Estático, inerte: empedrado

 

As cinzas que se desprendem das palavras

São tudo aquilo, tudo aquilo que escreverei

O manifesto, a súmula e o testamento

 

Inspiro mais fundo

A verdade ignota

Farrapos de angústia a florescer

Ninho de cadáveres a apodrecer

 

Vagaroso vaguear pelo mundo

Ébrio e sem propósito

[É] alto o teor de danação

 

O meu silêncio é remexido

Por espasmos de lucidez: sementes estéreis

Natimortos paridos pela razão

 

Não me apraz o descanso

O isolamento, ou mesmo a solidão

 

A suprema negação da existência

Ruir até à essência.

[Que] a imensidão oca da clausura

Seja a minha sepultura.


publicado por Buraco Negro às 21:55
link do post

o Buraco


. 17 seguidores

Julho 2022

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

posts recentes

Carne

Depeche Mode - In Your Ro...

Phantom Vision - Far Enou...

Paradise Lost - Faith Div...

Mater

Type O Negative - Dead Ag...

Lycia - Pray

E

W

Negură Bunget - Dacia hip...

tags

todas as tags