Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

.Limpo o pó ao ossário

Infanticídio de sonhos insolúveis

 

De Peito aberto

Por entre a curvatura dos ossos

Há um coração enforcado ao cais

 

Olhas-me

Última das minha efabulações

És doce ao olhar

Sal ao engolir

 

Eis-me

De Joelhos estacados

Braços derrotados

Repleto de ti.


publicado por Buraco Negro às 00:32
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