Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Vento

. deLírio

Enlutado pelo tormento

 

A urticária crispa a minha pele

Invade-me as carnes

Dias´

 

Uma doçura podre humedece o meu coração

Badalo dolente carpindo

baixinho

 

Ontem escrevi o panegírico da vida

Hoje sobram-me as  palavras

 

Vida tornada

Pretérito perfeito

É hora do vento varrer o pó de que sou feito.


publicado por Buraco Negro às 01:28
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