Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Espinhos

.Na lonjura de uma folha em branco

Repousam os restos últimos de ti

Dos beijos que trocámos em silencio

Resta o sal que dá vida às feridas

 

Flor que cresce

Condimentada pela sanidade

De que decidi abdicar

 

Loucura

Pólen  doce em que gosto de me refastelar

 

Abro as gavetas

Recolho os espinhos

Da coroa com que me decidi coroar.


publicado por Buraco Negro às 02:47
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