Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

A corda onde vibra a última questão

.Vida intumescida
Inspirada na cedilha de um segundo
Encurvado e encruado

Afinal é pelo céu que escorrem os passos
Com que ondulas as estrelas
Com que as fazes definhar

Rainha de um sono inaudito
Em navegações por uma pele
Ora doce, ora arrepiada
Na descida sequiosa aos punhais
Que contornas evitando o cume do sangue

Uma voz perdida no fundo de todos os homens
Que não consigo adormecer
E impede a ebulição da minha solidão

Conheço todos os cadáveres sepultados na minha espinha
Os ensinamentos da dor
A indução monocromática

A corda onde vibra a última questão.


publicado por Buraco Negro às 23:15
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