Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Manhã

.Nascem no céu
As cores frescas e matinais
De propósitos infimamente surreais

Nasce a luz
E com ela nasço eu
Mais uma vez

Rumo à morte

Toldo-me pelas ruas da cidade
Na minha solidão
Na minha inteira solidão

Há na manhã
O cheiro que só a luz tem
Um cheiro redentor
Solução feita de cor
Às vezes de uma luminosidade dissolvida em dor

Na melhor vista da cidade
Olho-a perdendo-me em ti
Penso naquilo que te diria
Extingo-me na luz com que te tocaria

Sorrio
Nas lágrimas que a luz me provoca.

publicado por Buraco Negro às 23:03
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