Terça-feira, 1 de Março de 2011

Azul

.Contenho a respiração

Seguro todos os segundos que conseguir suster

 

Rios de borboletas a florescer

 

Ardósia fria 

e quebradiça que me serve de chão

Pálpebras a dormir

olhos que não sabem alvorecer

 

Cantata em lume-pranto

a bramir qualquer que seja o recanto

susurro ansioso por se extinguir

a cada abismo onde me apetece cair

 

Fruto-fátuo sem vida por beber

cor doce a tua assombração

Coração-recordação.


publicado por Buraco Negro às 00:49
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