.Estátua derrotada no sopé de uma escadaria
Lampejo confinado ao momento de existir
Por ti sei que mentiria
Ensejo de desistir do que me reserva o porvir
Cimento estéril o da suposição
Nevoeiro mudo em desagregação
Navio cego salvo pela sombra no teu olhar
Penhacos negros contra os quais quero naufragar.
Tão longe e ao mesmo tempo para tão perto esta malha me transporta. Elegante o recorte suicida da música deste Srs.:
.Quando a chuva cai
Despoja-me das lágrimas por chorar
De qualquer crosta de sofrimento algures pelo meu rosto
Encerra em si o sangue das feridas por sarar
Gota a gota o que resta de mim perece
Poupai na compaixão, esquecei qualquer prece.